Em última análise o valor de uma pessoa nunca se expressa na relação com os outros, mas consiste na própria pessoa. Por isso não devemos fazer dependente do comportamento de outras pessoas a consciência de nossa própria dignidade e a nossa auto-estima, por mais que isto possa prejudicar-nos humanamente. Tudo que nos acontece leva-nos, se bem entendido, de volta para o si-mesmo; é como se fosse a disposição de uma orientação inconsciente, cujo objetivo é libertar a pessoa de qualquer laço e de qualquer dependência, fixando-a em si mesma. Isto é assim porque a dependência do comportamento dos outros é ainda um último resto da infância que acreditamos não ser possível dispensar (JUNG, Cartas, vol. I, Destinatário não identificado, 27.10.1930, p. 94).
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