sábado, 27 de outubro de 2018

A importância de O Livro dos Médiuns

O século XIX foi o do grande salto da humanidade em direção ao paradigma da ciência, da tecnologia e das mudanças psicossociais. Enquanto se desdobravam as bases da Ciência experimental, contestando as tradicionais crenças religiosas, SWEDENBORG, ANDREW JACKSON DAVIS, MESMER E JUSTINUS KERNER, apresentavam ao mundo novas propostas sobre as faculdades psíquicas do ser humano, e da existência efetiva da lama e sua sobrevivência após amores do corpo. No meio da,polêmica levantada promessas,precursores, a. Entra em cena o marxismo, como uma proposta político-social revolucionária baseada numa nova proposta materialista afirmando que “morreu acabou”. Mas, como o mundo é gerido pela enantiodromia, assim como o materialismo grosseiro foi contestado pelos citados precursores , de imediato o Materialismo Histórico foi contestado empiricamente   por um fenômeno de assombração na cidade de Hydesville, em Nova Iorque, Estados Unidos da América. O espírito de um caixeiro viajante, se comunicou através de uma família protestante da denominação metodista, demonstrando que o homem não é apenas corpo, mas também uma individualidade a ele ligada, e sobrevivente á sua morte, a qual pode, através de uma faculdade humana sempre existente denominada mediunidade, comunicar-se com os “vivos”. O movimento se espalhou pelo mundo, sem um centro organizador, até que, em 18/04/1857, o professor Hipólito-Leão Denizar Rivaill iniciou, com o pseudônimo de Allan Kaedec, o seu estudo e de suas consequências, propondo uma nova metodologia experimental, baseado na condição inteligente do elemento gerador do processo, o espírito consciente e inteligente: o do diálogo transcendente com os “mortos”, em varios niveis e condições, derivando daí O Livro dos Espíritos, representando a base filosófica resultante da nova ciência. Mas, se a parte filosófica fora estabelecida, faltava a mais importante: a de como funciona a comunicação entre “vivos” e “mortos”, e de que forma deveria ser conduzidao seu estudo experimental, e isto é estabelecer  um protocolo condutor, dentro da mais rigorosa epistemologia científica: estabelecendo seu objeto: “o estudo do mundo espiritual e suas relações com o mundo físico”; seu método: o da observação, coleta e cruzamenro das informações trazidas pelos espíritos comunicantes e levantamento das leis subjacentes pelo cruzamento dessas informações, na busca do núcleo consensual delas, para, finalmente, surgirem as leis, descobertas pela nova ciência: a) lei da afinidade espiritual; b) lei da universalidade do ensino dos espíritos; c) lei da continuação da consciência após a morte do corpo; d) lei da estratifica social do mundo dos espíritos, mais ou menos semelhante à do mundo físico; d) lei da solidariedade entre os mundos habitados. O Livros dos Médiuns é tão sólido, coerente e lógico como um Manual Científico que, 118 anos após seu lançamento, para se realizar uma experiência mediúnica seguramente eficiente, ele é absolutamente requerido.

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