a Conviver é o maior problema que todos os indivíduos enfrentam. E é a necessidade fundamental de todos os seres humanos. Existe, pois, entre as duas afirmações que fiz uma contradiction in adjeto, pois se é obrigado a algo que, ao mesmo tempo, é um problema. E é um problema porque as pessoas, individualmente, são detentoras de diversos problemas que lhe são inerentes, os quais as colocam em constantes condições de antagonismo, mesmo que conscientemente não o queiram.
Um dos fatores primordiais de conflito entre pessoas que convivem é o egocentrismo. Isto quer dizer, os conviventes normalmente agem de acordo com suas necessidades e interesses particulares, sem se preocuparem com os interesses dos que convivem consigo.
Por exemplo, se moram numa casa com um banheiro, o usam com se fossem o único morador, sem nenhum respeito pela necessidade dos outros moradores do local, o usarem. Esta é uma forma muito comum de procedimento em famílias e locais de convivência coletiva. Outro fator de dificuldade entre pessoas que vivem juntas é a compulsão da crítica, do desfazer de ideias e modos de ser dos outros.
Algumas pessoas nunca têm uma palavra de elogio para aqueles que vivem ao seu lado. Ao contrário, somente se referem ao outro buscando pontos negativos para a eles se referirem. São verdadeiros catadores de lixo comportamentais. Como urubus à cata de carne em putrefação, lançam-se famélicos sobre defeitos ou modos de ser com os quais não concorda. Ninguém presta para tais indivíduos, pois não querem ver virtudes, somente o que pode ser negativo. E, mesmo que seja uma coisa mínima, as aumentam com uma série de argumentos. E o pior, repetem sem cessar suas críticas, batendo na mesma tecla de maneira enervante.
A verdade é que essas pessoas são as que apresentam mais defeitos de comportamentos. Por isso mesmo vivem a apontar os dos outros, a fim de encobrir os seus. Vê-se muito dessa maneira de ser entre marido e mulher. Maridos existem que criticam suas esposas por tudo, sem uma palavra de elogio. Eles vivem a rebaixá-las constantemente, para se sentirem superiores.
Mas, o mesmo acontece com muitas esposas, as quais criticam, de maneira ácida, a forma dos maridos se vestirem, ressaltam que a camisa está torta ou mal posta, que seus cabelos não muito bem penteados etc. E assim sucessivamente. E sempre com tom de voz de desprezo, desdenhoso e agressivo.
Em ambos os casos, pode-se fazer um levantamento do lar onde essas pessoas foram criadas. Entre seus pais se pode encontrar o mesmo tipo de comportamento. Nunca foram preparados para conviver, pois a convivência de seus progenitores lhes foi o exemplo negativo, que expressam em sua forma de viver. (DJALMA ARGOLLO. Viver conscientemente: realizando a metanóia. Posição 247, no e-book do Kindle, onde o livro pode ser encontrado).
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