Diante das crises existenciais a queixa é inoportuna e
improdutiva. Pensar soluções: essa a atitude sábia. Diante da dificuldade,
existem pessoas que paralisam, aterrorizadas pelas exigências que elas
apresentam. Essas pessoas devem começar a desenvolver esforços para mudar a
visão interna dos acontecimentos. Existem problemas com soluções fáceis, que
apenas precisam que o indivíduo tenha a necessária calma e paciência para
encontrá-las. Isso acontece na maioria dos casos. Mas o medo e o desespero
paralisam, muitas vezes, o que se encontram em situações difíceis. Quantas
vezes, em terapia, quando discuto com clientes soluções para suas crises, eles
têm verdadeiras epifanias ao descobrirem que estavam se desesperando sem
necessidade.
Aprender a buscar soluções requer uma estratégia bem
definida. Primeiro, é preciso dimensionar a real extensão do problema, o que
significa analisá-lo de forma clara e objetiva, sem fugir de confrontá-lo.
Depois, listar o que pode ser feito a curto, médio e longo prazo, para resolve-lo.
Finalmente, começar a agir para implementar as soluções imaginadas. E ter
paciência para aguarda os resultados. Poderão contra-argumentar meus
raciocínios, assim: "Dito dessa maneira fica fácil, mas na prática é que
eu quero ver". Em momento algum afirmei que isso é fácil, mas que é
possível. Mas para que essa forma de agir se torne uma conquista, requer
decisão e perseverança.
Comece se imaginando sendo assim. Fantasie, como costuma
fazer com outras situações existenciais. E, paralelamente. Decida fazer o que
está imaginando. No começo enfrentará a dificuldade do não habitual, mas a
perseverança produzirá frutos. Mas, veja bem, o exercício mental deve anteceder
à crise. Se ela já estiver instalada será necessário tomar consciência dela e agir
para resolver, como disse acima.
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