-
Obrigado, meu irmãozinho – disse o búfalo. – Sei que você está buscando as
Montanhas Sagradas e sei de sua visita ao rio. Você me deu a vida para que eu
possa dá-la ao povo. Eu serei seu irmão para sempre. Corra sob meu ventre e eu
o levarei diretamente ao sopé das Montanhas Sagradas, e você não precisará ter
medo dos pontos. As águias não poderão vê-lo enquanto estiver correndo debaixo
de mim. Só verão o lombo de um búfalo.
O
ratinho correu por debaixo do búfalo, seguro e protegido contra os pontos, mas
com um único olho e assustado. Os grandes cascos do búfalo sacudiam todo seu
mundo a cada passada. Finalmente eles chegaram a um local, e o búfalo parou.
- Aqui
devo deixá-lo, irmãozinho – disse o búfalo...
Rato
Saltador imediatamente pôs-se a investigar o novo ambiente. Ali havia mais
coisas que nos outros lugares. Coisas mais ativas e uma abundância de sementes
e outras coisas que os ratos apreciam... De súbito ele encontrou um lobo
cinzento, que estava sentado ali fazendo absolutamente nada.
- Olá,
irmão Lobo – disse o Rato Saltador.
Os
olhos do lobo tornaram-se atentos e brilharam.
-
Lobo! Lobo! Sim, isto é o que sou, eu sou um lobo! – mas sua mente voltou a
ficar confusa, e novamente ele se sentou em silêncio, completamente esquecido
de quem era. A cada vez que Rato Saltador lembrava quem ele era, o lobo
mostrava-se entusiasmado com a notícia, mas logo voltava a esquecer.
- Que
grande ser – pensou Rato Saltador -, mas ele não tem memória.
Rato
Saltador foi até o centro do novo local e manteve silêncio. Ouviu por um longo
tempo as batidas de seu coração. Então, repentinamente, tomou uma decisão.
Voltou correndo para onde o lobo estava sentado e falou.
-
Irmão lobo! – disse Rato Saltador...
- Lobo!
Lobo! – exclamou o lobo... (continua)
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