O
ratinho aproximou-se da água e olho para dentro dela. Viu um rato assustado
refletido na superfície.
- Quem
é você? – o ratinho perguntou ao reflexo. – Não tem medo de entrar neste rio?
- Não
– respondeu o sapo – Não tenho medo. Recebi o dom, desde o nascimento, de viver
dentro e fora do rio. Quando chega o inverno e congela essa feitiçaria, não
posso ser visto. Mas enquanto voa o inseto, eu estou aqui. Para visitar-me, é
preciso vir quando o mundo está verde. Eu, meu irmão, sou o defensor da água.
- Impressionante
– exclamou o ratinho, novamente sem encontrar palavras.
-
Gostaria de ter algum poder da feitiçaria – perguntou o sapo.
Poder
da feitiçaria? – repetiu o ratinho. – Sim, sim! Se for possível.
-
Então, abaixe-se o mais que puder, depois salte o mais alto que for capaz. Você
terá sua feitiçaria – disse o sapo.
O
ratinho obedeceu as instruções. Abaixou-se o máximo e saltou. Neste momento,
seus olhos viram as Montanhas Sagradas.
O
ratinho mal podia acreditar em seus olhos. Mas lá estavam elas! Então caiu de
novo na terra, e no rio!
O
ratinho ficou assustado e voltou atabalhoadamente para a margem. Estava
molhado, e quase mortalmente apavorado.
- Você
me enganou! – o ratinho gritou para o sapo.
- Espere – disse o sapo – Você não se
machucou. Não deixe que o medo ou a raiva o ceguem. O que você viu?
- Eu -
gaguejou o rato -, eu, eu via as Montanhas Sagradas!
- E
você tem um novo nome! – disse o sapo. – É Rato Saltador.
-
Obrigado. Obrigado. – Rato Saltador agradeceu. – Quero voltar para o meu povo e
contar a eles o - Olá – disse o velho rato. – Seja bem vindo.
Rato Saltador ficou surpreso. Aquele lugar... e aquele rato...
- Você é realmente um grande rato. - disse Rato Saltador com todo o respeito. - Este lugar é realmente maravilhoso. E as águias não podem vê-lo aqui - acrescentou.
- Sim – disse o velho rato –, e daqui se pode ver todos os animais da pradaria: o búfalo, o antílope, o coelho, e o coiote. E possível ver todos eles daqui e saber seus nomes. (Continua)
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